Histórico

Um Homem de Aço

(Gramado 40 anos / Caderno "Gente" do Jornal de Gramado)

Secondino Prezzi, filho de Serafim e Marla Rissi Prezzi, nasceu em Caxias do Sul em 12 de Julho de 1906. Neto de Luiz e Catarina Prezzi, imigrantes vindos da Itália (Tirol e Phiemonte respectivamente), estudou até os quatorze anos na primeira légua em Caxias do Sul e logo começou a trabalhar como aprendiz de ferreiro com 14 anos na Barra do Ribeiro com Carlos José Felippe. Terminou seu curso com Vitório Fávero. Após educar-se como ferreiro, iniciou na mecânica agora já com 18 anos com Luiz Gomes em Farroupilha.

Com 19 anos conheceu Dona Dirce Perotoni com a qual casou-se em Farroupilha dois anos após já com 21 anos. Estabeleceu-se então em Rolante em 1924, residindo naquela localidade por 3 anos, vindo então para Várzea Grande (Gramado). Ali fez sociedade com Luiz e Eduardo Tissot, que trabalhavam naquela época com um moinho e na agricultura. Secondino ensinou a profissão aos dois, que a continuaram, onde posteriormente nasceram duas grandes fábricas de ferramentas. Vieram 2 filhos, Henrique e Dulce. Novamente a família foi morar em Caxias do Sul, onde Secondino trabalhou na mecânica de Amadeo Rossi, onde fabricava morteiros que era um trabalho de muita precisão. Após isto tornou a voltar para Várzea Grande onde montou outra ferraria e após 2 anos vendeu esta para Carlos Mantey, vindo então a se estabelecer em Gramado em 1939, no mesmo local onde hoje é sua ferraria e onde montou a primeira tornaria de nossa cidade. Neste meio tempo nasceram mais dois filhos, Gema e Euclides. Sua vida não foi dirigida pelo intelecto, mas por uma impetuosa e persistente força interior, a força do desejo. Pela lei da atração harmoniosa as coisas semelhantes se atraem. Assim, o homem bem sucedido torna sua própria mente consciente do sucesso, vitalizando-a com o desejo ardente de alcançar a seu objetivo.

No início trabalhou com Secondino, o Sr. Generino Guerreiro Nissola, que foi grande torneiro, que após alguns anos foi embora. Na ferraria fabricavam carretas, arados, inchadas, foices, machados, ferraduras e mais tarde iniciou a fabricação de aspiradores de pó para as fábricas de móveis, coifas para lareiras, tendo sempre ao seu lado os netos, que seguem a profissão.

Secondino na sua juventude gostava muito de jogar futebol e de carreiradas nas antigas canchas do Bazzan na Serra Grande, do Abrahão em Gramado e em Canela. Jogava muito bolão, onde defendia o grupo Combate.

Secondino Prezzi com 74 anos de profissão é feliz com Dona Dirce e de seu casamento vieram 4 filhos, 10 netos, 19 bisnetos e uma tataraneta.

As tempestades derrubam árvores fortes e altas por mais enraizadas que estejam; mas elas resistem as modestas plantas flexíveis e as flores do campo, e seu Secondino com sua inabalável virtude de ser gente que faz, juntamente com Dona Dirce e seus filhos, netos e tataranetos, mostra este caminho com muita fé e orgulho pelo tempo e pelos trabalhos executados com ternura e dedicação, por esta terra que sempre amou, e tem consigo um tema que diz que a vida só pode ser compreendida olhando para trás, mas deve ser vivida, olhando para frente.

Com a forja de seu trabalho, fabricou os instrumentos que semearam o amor, a paz e a humildade...